A Associação Brasileira de Qualidade de
Vida adverte: o profissional precisa conciliar trabalho com descanso e
lazer. Mas a tendência é que, ao passar dos anos, mais tarefas sejam
inseridas na agenda e menos tempo seja deixado livre para as atividades
não profissionais. Descansar e viajar com a família, ultimamente, não
são prioridades, e dormir oito horas por dia é considerada uma utopia
pela maioria.
No início da carreira, ainda na
juventude, também é crucial obter o aprendizado da conciliação do tempo
com estudos, trabalho, descanso, esporte e entretenimento. Se não há uma
consciência, ocorre um acúmulo e desgaste funcional. As habilidades
conquistadas são reduzidas, o humor fica instável e o estado fica alerta
permanentemente. Como é possível encontrar o equilíbrio na rotina e não
sobrecarregar uma das partes? Está na hora de mudar da zona ocupada
para a produtiva. Está na hora de saber priorizar e de dizer “não”.
Antes de tudo, é importante saber
organizar-se. Albert Einstein dizia que “falta de tempo é desculpa
daqueles que perdem tempo por falta de método”. Desorganização, pouco
planejamento e indisciplina podem ser uma das dificuldades para
encontrar o equilíbrio. É preciso liderar a própria vida e colocar na
frente o que é mais importante, dando atenção também à saúde e às
relações familiares. O desafio é enumerar as atividades e colocar as
prioridades na frente daquelas que não merecem tanto o nosso foco no
momento. Ah, e lembrar-se de inserir pausas entre uma atividade ou
outra.
Pena que não é essa a rotina vista na
maioria dos profissionais da Geração Y – jovens que desejam fazer tudo
ao mesmo tempo e abraçar o mundo para conquistá-lo.
Bruna Nicolao

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